junho 16, 2006

BLACKOUT

Mal acordo vejo luzes, ela é a do despertador digital, ela é a que entra pelos estores. Vou à casa de banho e acendo a luz, chamo o elevador, pisca a luz.

Saio à rua, meu Deus, tanta luminosidade. Vejo o autocarro a dar sinal de luzes, o semáforo está verde. Carrego no botão e a palavra Parar começa a piscar.

Abre-se uma porta de vidro e uma estranha luz cintila. No estúdio não há luz, nem telefones, nem Net, não há nada. Acendo um fósforo, tenho luz na ponta do cigarro. Os computadores já funcionam, já há luz.

Alguém faz anos. Apagam a luz. A vela é a das modernas, serpenteia luz. Tiram-se fotos. Com flash, claro! Alguém diz que está a dar o jogo, liga-se a televisão. Centenas de flashes fotografam os golos.

Toca o despertador no telemóvel, há uma luz que me diz que tenho de estar em casa às quatro, para dar a contagem da luz... e Zás!
Fecho os olhos.

Fecho os olhos.

Fecho os olhos.

Sim.

Sim, confirmo.

Tenho luz própria.

6 Comments:

Blogger Carla de Elsinore said...

também confirmo. tens luz pp, sim senhor.

7:39 p.m.  
Blogger francisco carvalho said...

E não é que há gajos iluminados!!
;)

11:34 a.m.  
Blogger Abelhinha said...

Antes assim...

Conheço gente que além de apagada é pouco iluminada :)

8:17 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

parabéns pela descrição luminosa ;)

1:43 a.m.  
Blogger polegar said...

dúvidas?

12:52 p.m.  
Blogger violeta13 said...

maravilhoso pirilampo..! :)
beijinhos

12:04 p.m.  

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